Dívida de Simões Filho: levantamento mostra que Dinha recebeu município inadimplente e reorganizou as contas públicas

Dívida de Simões Filho: levantamento mostra que Dinha recebeu município inadimplente e reorganizou as contas públicas

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Muito se fala em Simões Filho sobre dívidas deixadas por ex-gestores. Diante dos comentários que circulam no município, o Pauta Bahia realizou um levantamento com base em dados oficiais do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Relatórios de Gestão Fiscal (RGF) e comparativos fiscais do município para entender, de fato, como cada gestão recebeu e entregou a cidade.

Segundo os dados apurados, o ex-prefeito José Eduardo Mendonça de Alencar entregou o município em 2016 com situação considerada crítica nas contas públicas. De acordo com o comparativo fiscal apresentado nos documentos, Simões Filho encerrou aquele período com endividamento equivalente a 91,7% da arrecadação do município.

Além disso, a cidade estava inadimplente no CADIN, com classificação negativa junto ao Tesouro Nacional e impedida de realizar operações de crédito, situação que dificultava investimentos, captação de recursos e realização de grandes obras estruturantes.

Os números mostram que de 2009 a 2016, a divida saiu de R$ 82 milhões para R$ 295 milhões, tendo um crescimento de aproximadamente 210%.

Já em 2017, ao assumir a prefeitura, Diógenes Tolentino Oliveira, o Dinha, encontrou um município com o nome comprometido fiscalmente, alto índice de endividamento e limitações financeiras impostas pelos órgãos de controle.

Durante os oito anos de gestão, os números mostram uma mudança no cenário fiscal da cidade. A arrecadação saltou de R$ 295,1 milhões para R$ 648,6 milhões até 2024, representando um aumento de 119,8%.

Ao mesmo tempo, o índice de dívida em relação à arrecadação caiu drasticamente, passando de 91,7% para 46,4%, praticamente reduzindo pela metade o comprometimento financeiro do município.

Outro ponto destacado no levantamento é que Simões Filho deixou a condição de inadimplência no CADIN, passou a ter classificação positiva junto ao Tesouro Nacional e conquistou limite de R$ 771,8 milhões para operações de crédito, algo impossível na gestão anterior, quando o município estava impedido de contratar financiamentos.

Segundo informações levantadas, a gestão Dinha também negociou mais de R$ 20 milhões em precatórios ligados aos professores, além de destravar investimentos importantes para a cidade.

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Com a reorganização fiscal, o município conseguiu ampliar investimentos em infraestrutura, pavimentação, construção e reforma de praças, unidades de saúde, mobilidade urbana e diversas obras espalhadas pela cidade, além de uma educação com mais investimentos e qualidade.

Os dados analisados mostram ainda que, se o ritmo de crescimento da dívida registrado até 2016 {na gestão Alencar} tivesse continuado, o município poderia atualmente enfrentar um cenário de endividamento muito superior, ultrapassando a casa dos R$ 700 milhões. Um verdadeiro caos!

Em 2025, já na atual gestão do prefeito Devaldo Soares, os números seguem apontando equilíbrio fiscal, com arrecadação chegando a R$ 698,7 milhões e índice de dívida reduzido para 43,3%, mantendo o município adimplente e com classificação positiva junto ao Tesouro Nacional.

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Diante dos documentos analisados, cai por terra a narrativa de que Dinha teria deixado o município em situação ruim financeiramente. Os dados oficiais apontam justamente o contrário: ele recebeu Simões Filho inadimplente, com alto nível de endividamento e impedido de captar recursos, e entregou a cidade organizada fiscalmente, com capacidade de investimento, crédito liberado e contas equilibradas.

Consulte todas as informações através do Link do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM)

Fonte: TCM

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