Portaria foi publicada no Diário Oficial da Justiça nesta quarta-feira
empresa Parati – Crédito, Financiamento e Investimento S.A. passou a ser investigada formalmente pela 5ª Promotoria de Justiça do Consumidor da Capital. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou um inquérito civil público para apurar indícios de lesão em massa aos direitos dos clientes da instituição financeira.
A portaria, assinada pela promotora de Justiça Joseane Suzart Lopes da Silva no dia 16 de junho, foi publicada no Diário Oficial da Justiça nesta quarta-feira (8).
A decisão de abrir a investigação fundamentou-se em um volumoso histórico de insatisfação na internet, totalizando 4.722 reclamações contra a financeira na plataforma Reclame Aqui. O raio-x das principais queixas dos cidadãos revela um cenário de desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor:
Cobranças indevidas lideram o topo do descontentamento, somando 598 ocorrências no site. Logo atrás, surgem entraves e problemas relacionados à portabilidade de empréstimos, motivando 402 reclamações. A lentidão e a demora crônica na prestação de serviços geraram 330 contestações, enquanto episódios de mau atendimento resultaram em 131 registros.
O relatório técnico aponta ainda dificuldades severas na devolução e estorno de valores pagos (129 queixas) e barreiras burocráticas para a realização de acordos amigáveis (105 reclamações).
Como primeiras providências instrutórias, a promotoria estipulou um prazo de 10 dias úteis para que a diretoria da Parati se manifeste nos autos, apresente sua defesa prévia e encaminhe cópias de seus atos constitutivos e societários.
